quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Meu Aniversário!


4 de dezembro de 2019
36 anos depois que eu nasci, eu to aqui, desse jeito que vcs tao vendo hoje.
ja tive todas as cores de cabelo que tinha no catalogo de cores
ja cantei e compus todos os estilos de musica que consegui
ja perdi as contas do quanto me apaixonei e tive que me desapaixonar
eu sou mae. o sonho de uma vida inteira, realizado. meu milagre tem 6 anos e eu escolhi o nome dela quando eu tinha 10 anos. Alana.

minha historia de vida não é sofrida, não é comovente. não é uma historia incrível de superação.
mas nesses anos todo de existência aqui nesse plano, eu passei por vários momentos em que eu tinha certeza de que eu não ia segurar.
inúmeras vezes eu quis não acordar no dia seguinte. dormir pra sempre, como eu dizia.
fui abusada emocionalmente porque eu deixei. porque ue me coloquei em um patamar de coitada e justificava que era por amor.

tive ajuda da minha família que por muitas vezes reclamava que eu dormia até tarde, sem saber que eu tinha ido dormir as 5 da manhã produzindo os trabalhos que raramente me rendiam alguma coisa financeiramente.

tentei trabalhar na empresa bem sucedida da família, e no primeiro dia, com 15 anos, fugi de casa. era uma palhinha do que seria dali pra frente: eu JAMAIS me acostumaria com um escritório, trancada fazendo conferência de extratos em horário comercial.

mas eu cresci e me sujeitei a isso algumas vezes. mesmo sendo completamente infeliz quando fazia isso, eu, nessa época tinha um propósito maior.

antes disso, trabalhando no shopping por exemplo. sem vida social fora do shopping. trabalhando de sol a sol num negocio de tiro de lasers.

eu não tive rumo por muito tempo. passei muito tempo da minha vida querendo se ruma popstar. uma cantora mundialmente reconhecida, compondo musicas pra todos os artistas da mídia.
conheci pessoas incríveis nessa caminhada. tive bandas e mais bandas. alias as minhas bandas foram meus relacionamentos mais duradouros.

as pessoas mais próximas de mim detestava a ideia de banda. musica é coisa de vagabundo né?
e eu tentei ser webdesigner, fotografa, maquiadora, programadora, recreadora infantil, garçonete, professora..
tudo pra que eu pudesse justificar quando eu acordava as 3h da tarde.
mas não justificava. se eu acordava com o telefone a essa hora, oc omentairo era sempre o mesmo: “nossa, vc tava dormindo?”

é, eu tava dormindo.
eu nunca me encaixei nas caixas de estudar, fazer faculdade, arrumar um bom emprego.
eu sempre fui diferente.
nunca tive problemas de relacionamento na escola ou onde quer que fosse, mas eu era diferente.
adaptável, gostava de tudo, mas quanto mais diferente, melhor.
tive minha fase do rosa. tudo era rosa. tinha que ser.
a fase passou. me assumi colorida quando eu percebi que eu não tinha mais que provar que eu tinha crescido. afinal, quem se assume um unicórnio com 15 anos?
não assume. com 15 vc quer parecer grande. você quer provar que merece respeito. provar pro menininho que você é madura.
eu não era. tanto que não consegui provar pra ele. com 16 achei que tava na hora de me desfazer da minha coleção de coisas da barbie.
eu doei o trailer da barbie. a piscina. a loja. o lar escritório… nossa eu gostava tanto de tudo isso!
mas o menininho disse que eu era muito criança.
e eu era.
e eu não queria mais ser. afinal.. 16 anos!
as barbies felizmente eu guardo até hoje, porque a paixão por elas foi mais forte do que a desilusão amorosa de um cara que eu nunca mais ouvi falar na vida.

eu nunca me encaixei nas caixas que a sociedade impõe que a gente se encaixe.
eu era artista. eu sempre tive alma de artista e não era respeitada por isso.
até que eu, empreendedora como sempre fui, criei minha loja virtual. e de repente, eu podia acordar as 15h porque ja fazia meses que eu não pedia ajuda de ninguém pra pagar alguma coisa que eu queria.
e eu comecei a pagar minhas contas.
eu pagava de verdade minhas contas! sozinha!
eu tinha uns 23 anos quando isso aconteceu. e pensar que tudo começou quando eu importei um cabo midi da china, porque no brasil era mais de 100 reais e eu jamais teria esse dinheiro ou coragem pra pedir pra alguém um cabo que custava mais de 100 reais.
o cabo ligava o teclado musical no computador e eu podia controlar os sons do computador pelo teclado.

E aí começava minha loja. Meu negocio que me manteria pelos próximos 10 anos. E me manteria bem.
eu almejava ainda e sempre ser uma popstar famosa, E agora trabalhava com produção musical.
Sem saber tocar quase nada direito, produzi musicas e mais musicas que ficavam horríveis pra quem entende de musica, mas ainda hoje, eu tenho um orgulho gigante.
Eu nunca soube tocar da verdade. Sabia muito pouco. O que meus ouvidos conseguiam reconhecer e reproduzir.
Foi o suficiente pra produzir um cd inteiro de uma cliente, depois que ela ouviu as musicas que eu tinha produzido para minha dupla e pra amigas.
Eu escrevia as musicas, fazia o arranjo, gravava as vozes e o hacking. Facia o site, a maquiagem e as fotos. Fazia o clipe. Botava tudo no ar.
Sempre fui multiuso. Sempre fiz um pouco de tudo. E sempre tive muito orgulho disso.

Lá atrás eu não tinha outro objetivo alem de ser uma cantora e uma compositora famosa. Viver de composição. Eu cheguei a abrir mao do desejo de cantar, pra só compor. Nunca soube medir o tamanho do amor que eu tinha, pra poder escolher. Qualquer um tava valendo… e ser compositora parecia mais palpável.

Mas a vida me levou pra outros rumos. Eu comecei a ser respeitada pela minha família que não fazia mais piadinhas de “é, vc tem que fazer alguma coisa da vida né”… como e eu não tivesse fazendo nada.
Eu fazia, mas se não dá dinheiro, não serve pra sociedade.
E é verdade. Eu sempre sonhei em ter muito muito muito dinheiro. Muito. Muuuuito.
Dinheiro nunca foi tabu pra mim. Nunca me senti mal porque queria ter dinheiro. Talvez isso tenha me motivado desde cedo a ser a empreendedora que eu sou.

Ver hoje as pessoas com a mentalidade tao pequena sobre dinheiro, cheias de tabus. Não falando sobre dinheiro. Não almejando dinheiro por medo… isso tudo acabou virando mais uma motivação.
Sem querer, meu canal, que fazia por lazer, acabou virando uma referência em espiritualidade.
Sem querer, junto com tudo isso, fui crescendo na minha profissão, até conseguir de verdade viver só de dublagem.

Mas o mais legal, é que eu não vivo só de dublagem, porque eu ainda faço mil coisas. E eu AMO tudo que eu faço.
Eu sou minha propria executiva. Mulher de negócios. Ainda trabalho em horror comercial. E não comercial. E as vezes as 2 da manhã, depois as 7 da manha e depois durmo as 15h. 
Na verdade hoje tanto faz. Eu não tenho mais que me justificar pra pessoas, e essa é a maior vitoria que um ser humano pode ter: dar conta de si.
Eu levei muito tempo, mas hoje, e ja ha alguns anos, eu posso dizer que eu sou feliz.

Eu vivo como eu quero. Eu compro o que eu quero. Eu vou onde eu quero e quando eu quero. Posso levar minha filha onde ela quiser, quantas vezes ela quiser. E tenho que tomar cuidado pra não mimar demais, porque a ideia é que e;a de valor a tudo isso. 
Mas não com o sofrimento que eu tive, pra dar valor.
De quando eu era pequena e morava com a minha avó, que eu amo muito, mas que tínhamos vários estresses. Minha mae tinha que trabalhar e eu não queria ficar com a minha vó. Final de semana podia ser… mas morar com ela me machucava tanto,q ue té hoje domingo de tarde me dá o maior bode. Principalmente se tá passando esses programas na tv, de domingo. Era hora da minha mae me levar de volta pra casa da minha avó.
Eu chorava toda vez que via a telesena e não tinha ganhado. Significava mais um mês sem morar com a minha mae.
Eu quis TANTO ser rica. 
E na verdade, não se tratava de ser rica. Se tratava de ter o básico pra que sei la, minha mae pudesse pagar alguém pra me olhar enquanto ela tivesse no serviço.
Mas o desejo crescia em mim, cada vez por um motivo diferente. Cada época por um motivo diferente.
Eu sempre quis muito. Até porque eu sempre quis ajudar muito, e sempre tive na cabeça que com muito, eu posso ajudar muito.

Eu tive duvidas por momentos se algum dia eu chegaria a algum lugar. Eu nunca soube ao certo onde eu queria chegar, senao pelo fato de que sabia que queria ganhar todo esse dinheiro que eu citei. Nunca me imaginei com orgulho de mim. Feliz comigo mesma.

Enfim. Eu  to com 36 anos. Sou uma mulher realizada hoje. Respeitada por tudo que criei, que conquistei, que produzi. Ainda tenho infinitos planos e sonhos, mas hoje nada parece incansável pra mim. Não que em algum momento eu tenha duvidado de que ue ia chegar, mas eu fraquejei muito, e muitas vezes pareceu tudo longe demais.
Hoje tudo ta perto e é questoa de tempo.
Meu trabalho ta sendo feito. Todos eles estão. E com muita dedicação e vontade de me superar. Sempre fazendo o melhor que eu posso.

Eu tive vontade de escrever tudo isso hoje, porque sei como as pessoas têm se espelhado em mim nesses últimos anos. Sao mais de 60 mil pessoas inscritas no meu canal de espiritualidade hoje.
Pessoas que se identificam de alguma forma com a minha historia e com o que eu tenho humildemente pra ensinar.
Experiências minhas. Minha forma de ver. E que sem querer, acabou conquistando toda essa galera.

Não importa de onde vc ta começando ou recomeçando. Não importa quanto tempo passou. Não importa se você é novo, se você é velho. TEM JEITO. Dá pra ser. Seja com magia, seja sem magia. 
Magia ajuda sim, mas não tem magia sem trabalho duro. 
Não desiste. Não se entrega. AINDA DÁ TEMPO de fazer a tua historia que você vai contar com orgulho depois.
Você pode também, ta entendendo?

Ah sim, e sobre isso.. hoje eu não quero mais ser uma popstar. Hoje eu descobri uma nova motivação: ajudar pessoas.
Abrir seus olhos. Mostrar que existem N outras verdades e que só cabe a você - SÓ VOCÊ - escolher qual faz mais sentido pra você. 
Fazer essas verdades te impulsionarem. Te tirar da depressão. Te motivar. Te levantar. TE DAR UM MOTIVO. UM PROPOSITO.
Eu descobri meu verdadeiro propósito depois dos 30. E isso preencheu o resto que faltava preencher no meu coração.
Minha musica é feita pra mim, pra quem gosta de mim. Não faço mais musica pra conquistar as pessoas. Elas ouvem minha musica pq ja foram conquistadas.
O trabalho ue eu faço hoje é muito maior do que eu jamais fiz com musica. E hoje eu posso unir tudo. Juntar tudo.
Posso cantar, posso fazer meditações guiadas, posso falar de espiritualidade e te ensinar magia.
Posso ser mae. Posso amar livremente. Posso dormir a hora que eu quiser e acordar a hora que eu quiser. (Mentira. Minha filha entra todos os dias as 7:30 da manha, então não da mão pra fugir… kkk)
Mas enfim.
Eu sou feliz hoje. Estou grata demais com esse 1 ano a menos.
Mesmo tendo dificuldades. Mesmo tendo minhas questões de sempre. Eu sou grata. Eu escrevi um livro. Eu lancei um cd. Eu fiz 100 mil inscritos. EU tenho mais de 10 milhões de visualizações.

E pra terminar, deixo uma frase de uma das minhas musicas de cabeceiras que dizem muito sobre esse momento:

“…As pessoas se convencem de que a sorte me ajudou
mas plantei cada semente que o meu coração desejou…”

Feliz aniversario pra mim. Feliz novo ano, novos negócios, novos personagens, novas musicas, novos videos, novos milhões, novos amigos, novos amores. Feliz aniversario pra pessoa que entendeu enfim que tem orgulho de ser que é e que se acha totalmente incrível: eu.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Empoderamento feminino?

Minha amiga Cacá hoje me marcou nessa publicação.
Percebi que não faço definitivamente parte do movimento das mulheres empoderadas apesar de ser totalmente uma.
No mundo de hoje se prega que a gente pode fazer o que a gente quiser, e a gente pode mesmo.
A gente sempre pôde. A diferença que hoje a gente sabe disso.
Só que muita coisa tem se perdido no tempo por conta de tanto empoderamento.
Num bate-papo esses dias com uma amiga ela estava me contando sobre o feitio do Daime.
Falou que as mulheres têm uma função e os homens têm outra e que a função dos homens é muito mais árdua do que a das mulheres.
Isso acontece porque fisicamente existem diferenças.
Nada me impede de fazer trabalhos braçais, como nada impede homens de fazer trabalhos mais sutis. Mas eu quero isso?
Eu não vou deixar de ser feminina se eu trocar o chuveiro que queimou. E meu marido não vai deixar de ser masculino por que limpou a casa e cozinhou para mim.
Mas as coisas estão no nível em que as pessoas acham sem noção um homem oferecer ajuda a uma mulher.
É claro que eu consigo carregar essa caixa pesada. Mas é claro também que eu posso aceitar a gentileza de uma pessoa que se oferece pra carregar pra mim.
O homem caça e a mulher fica em casa cuidando da cria, né?. Isso é desde o tempo das cavernas. E já passou muuuuito tempo desde as cavernas.
Hoje somos livres para ir à caça se quisermos mas não necessariamente somos livres se quisermos ficar em casa cuidando da cria.
O movimento de empoderamento tem obrigado a gente a GOSTAR de matar o dragão e tirar o vestido cafona.
Eu não acho o vestido cafona. E eu posso, mas eu não quero matar dragões.
Não quero bater palma para memes como esses que te fazem acreditar que se você gosta de ser a princesa que é salva, você tá errada.
Eu estou sim no meu castelo esperando para ser salva. Por escolha.
Enquanto isso no meu castelo eu troco lâmpadas, conserto a porta do armário, furo a parede para colocar quadros, reformo os móveis e dou conta de tudo isso com o meu dinheiro.
Não porque eu gosto. Mas por que eu posso fazer. E faço.
E se alguém chega na minha vida para não somar nas coisas que eu não gosto de fazer - porque eu realmente sou a princesa -  então para mim não serve.
Para mim, mesmo nesse mundo de hoje de tanto empoderamento feminino, ser feminina ainda é deixar ele abrir o pote de azeitona mesmo sabendo o truque da colher e que de fato eu nunca precisaria dele pra isso.
Eu sou a princesa e gosto de ser assim. Empoderamento nenhum vai me tirar a satisfação que tenho quando presencio um ato de cavalheirismo.
Talvez esse empoderamento seja realmente benéfico quando ele empoderar PESSOAS, e não especificamente mulheres.
As pessoas precisam entender que elas podem ser e fazer o que elas quiserem sem depender das outras. Mas que elas podem se deixar depender se elas quiserem também.

Pracy

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

NA DESCOBERTA DE MIM - O LIVRO

Enfim, depois de quase 4 anos escrevendo essa historia, ela está finalmente em minhas mãos, e pode ser compartilhada com o mundo.

Eu nunca imaginei na minha vida toda, que um dia eu escreveria um livro. Eu nunca imaginei que eu teria algo de relevante pra querer compartilhar com as pessoas deixando registrado na "historia", por meio de um livro.

Quando a história começou a acontecer, eu me inspirei e de cara pensei "isso dá uma historia de amor! vou fazer um filme!"
Depois de ja ter escrito centenas de músicas e um seriado inteiro, achei que um filme seria facil de fazer. Mais do que um livro, porque eu mesma dizia que nao sabia "falar bonito", enquanto a cena tava acontecendo.
Sempre tive dificuldades em narrar a cena. Pra mim era mais facil dizer tipo "a camera chega devagar e filma o rosto dela. passa um vulto atrás. ela se assuta e olha pra trás. "
Até que providencialmente, eu comecei a narrar livros. E nunca tinha lido livros de estorias ficticias, pra passar o tempo. Quando  me vi fazendo audiobooks de livros que ja existiam, me senti confiante: eu podia SIM fazer aquilo!
Foi aí que uma reformulada em todo texto que tava escrito foi necessaria, e a continuaçao se deu desde outubro do ano passado até julho deste ano.
Ter conhecido Ayahuasca tambem ajudou pra que os mistérios dessa historia fossem descobertos e resolvidos.
Eu chegaria sim nessas respostas em algum momento da vida, mas o contato direto com as minhas vidas passadas por meio da bebida aceleraram o processo.
Descobri quem era e por que fazia o que fazia na minha vida. O impedimento que existia na minha vida amorosa foi desvendado em tempo, ainda nessa vida!
Isso me levou a uma viagem sem volta pelo auto conhecimento e a busca de respostas pra perguntas que eu nem sabia que eu tinha.
Ja falei isso antes, inclusive.
Todas essas respostas geraram mais 1 milhao de duvidas, e sao essas duvidas que me motivam a cada dia pra descobrir cada vez mais do mundo, e consequentemente de mim. (Ou seria de mim, e consequentemente do mundo?)

Muita gente que nao agradeci no livro, mas estavam presentes na minha vida de alguma forma, e na minha historia durante a escrita e finalização do livro, também merecem um highlight.

Mago Hazazel, Paula Menegassi, Guilherme, Renata Moura, Lana, Carol Crown, Nino Denani, Bruno Vicenzo, Cristian Peredelski, JP Oliver, Fabio Piercer.

Agradecimentos mais que especiais à Juliana Borges que se prontificou a fazer a capa que ficou MARAVILHOSA,  entendendo o espirito do livro sem nem saber direito do que se tratava!! Sigam essa artista: @_julianaborges

Às pessoas que doaram na campanha do livro, e que ajudaram esse sonho a se tornar real:

André Luiz Silva
Crianças de Gaia
Cinthia Silva
Aurora Vescovi
Spora Goulart
Ligia Gabrielle
Valeria Torres
Celeste Vendruscolo
Bruno Melani
Glauce Casagrande


COMPRE MEU LIVRO IMPRESSO OU EBOOK
http://bit.ly/livrodapracy1



quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Juntos somos fortes!

Juntos.
Ideias se complementam. Risadas se alongam e simples copos d'água viram motivo de gargalhadas.
Juntos olhamos para dois lados diferentes ao mesmo tempo, assim nao perdemos 1 só segundo do céu.
Juntos nos protegemos do frio e produzimos o calor. Juntos.
Vemos a magica de fazer o amor crescer. Em planta, em roda de amigos, na piscina, no churrasco.
Em música.
Juntos temos inspiraçao. Pra programar ou conquistar o mundo com uma cançao.
Somos um time se jogamos juntos. Quando jogamos juntos.
E juntos somos fortes.


quinta-feira, 15 de março de 2018

...Enquanto isso no cinema...


Ela senta à direita dele no cinema, toda agitada. Cruza as pernas em forma de índio. Está passando propaganda na tela. Ela ta agitada, se arrumandona cadeira, com o copo e a pipoca na mao. Ele fica parado olhando pra ela, com um sorriso de leve.
Ela percebe que ele ta olhando pra ela, para, olha pra ele e sorri.
Carla: Você ta fazendo igual quando a gente se conheceu.
Junior: Talvez porque eu esteja com o mesmo sentimento de quando te conheci...
Carla sorri mais, coloca o cabelo atrás da orelha, sem graça. Abaixa a cabeça. A mao dela esta apoiada no braço do meio das cadeiras. Ele pega na mao dela.
Ela olha pra mao dos dois entrelaçadas, sorri e olha pra ele. Depois de um rápido silencio, ele vem beija-la.
Quando ele ta bem perto, ela coloca os dedos de leve entre os lábios dele e dela, sem deixar ele encostar nos lábios dela.
Carla: Junior... (silencio) (sorri) Eu adoro seu nome...
Ela vai ate perto do ouvido dele, e fala baixinho:
Carla: Depois a gente conversa sobre isso ta?
Ela dá um beijo demorado no rosto dele, se afasta um pouco, olhando em seus olhos.
Ele fica sem entender, olhando para ela. Com um misto de admiração e interrogação.
Ela faz sinal com a cabeça que o filme vai começar.
Ela muda o refrigerante pro braço da direita, levanta o braço do meio da cadeira e pega a mao dele e passa por de trás de suas costas, fazendo com que ele abrace-a.
Ela se aconchega em seu ombro para ver o filme.
Eles passam o filme todo abraçados e de mãos dadas. Eventualmente um fazendo carinho nas mãos do outro.

No final do filme se levantam. Ao sair, os dois estão andando lado a lado.

Carla: Sabe o que eu lembrei?
Ela segura no braço dele, afobada com sempre, meio se apoiando.
Carla: A ultima vez que fui no cinema, eu tava andando e olhando um cartaz que foi ficando pra trás. O casal que tava na minha frente parou e eu nao vi. Dei a maior trombada com o cara. Atropelei mesmo. Quase fomos os dois pro chão.
A namorada dele ficou com uma cara que parecia que ia me engolir de raiva. Só o que me restou, além de pedir desculpas, foi rir histericamente e continuar andando.

Ele sorri da historia, e ela continua abraçada no braço dele. Ele tira o braço e abraça ela. Eles andam abraçados até o carro.

Entram no carro.

Junior: (depois de um silencio) Vc falou que conversaríamos depois sobre aquilo.
Carla senta o máximo de frente possível pra ele, no banco do passageiro.
Ela pega as duas mãos dele e as abraça perto do peito.

Carla: Junior...   Ja disse que adoro seu nome? (sorri) Olha... eu quero que quando e se algo acontecer entre a gente... eu quero que venha daqui.  (Ela fala soltando uma das mãos dele e colocando a mao no coração dele)
Nao quero que seja por obrigação, por pressão, por impulso, sei la. Entende?

Fica um breve silencio. Ele olha pra frente do carro, soltando as mãos dele das dela.

Junior: E se eu disser que já vem daqui? (ele fala colocando a mao no coração dela)
Nao é impulso. Nao é pressão. Muito menos obrigação.
É só uma vontade surreal de estar com você o tempo todo. Eu nao consigo mais pensar em outra coisa se nao em o que você está fazendo, com quem deve estar falando, porque nao está falando comigo.
Nao é coisa de momento. É vontade de voltar naquele dia e te deixar falar. Conversar com você, resolver. E estar com você desde lá, até hoje.

Ela sorri, meio emocionada, mas se contendo pra nao fazer a louca que chora, e fica apenas olhando pra ele com esse sorriso bobo.

Ele passa as mãos pelos lábios dela, escorregando pra trás da nuca, entre os cabelos.
Ela sorri e o beija.
Ele a beija de volta.
Aquele beijo. Ah aquele beijo que ela esperou dois anos pra sentir de novo. Aquele encaixe milimétricamente perfeito, como se tivesse feito sob medida.
Sentindo os lábios macios dele. Segurando seus cabelos. E seu cheiro tao de perto, de novo.

Pracy

terça-feira, 6 de março de 2018

O Lado Feio do Amor

Mais uma vez me pego aqui: pensando nos erros e acertos de um curto pedaço de tempo que vivi.
Minha vida tem se separado em pedaços. As vezes de 1 mes, as vezes de 3, as vezes de 1 ano.
Sao fatias que eu separo pra analisar, tentando achar o denominador comum. Na verdade um diferente do que sempre encontro: todas elas terminam da mesma forma.
Na verdade nao mais exatamente da mesma forma, mas terminam.

Em cada uma delas, eu tentei fazer alguma coisa diferente. Mas nunca consegui de verdade. A nao ser dessa ultima vez.
Como ja disse inclusive aqui, eu sou do tipo que se joga. Sou do tipo que nao sei deixar rolar.
Mas pela primeira vez eu contive todos os meus impulsos de mandar ele "ir à merda" e respirei fundo. Uma, duas, 452 vezes.
Cada vez que via que ele nao tava tao interessado assim, lembrava que ele nunca disse "que nao", assim como os outros, que eu acabei desistindo por impulso, e fui saber tempos depois que o ser gostava de mim. (Nao o suficiente pra vir atrás quando eu desisti, ams gostava...)

Well, em nenhum dos dois casos, (vejo hoje, que) valeu.

No primeiro eu desisti. Nao sabia o que podia acontecer se eu tivesse "deixado rolar". Esse primeiro caso se repetiu por pelo menos umas 52 vezes só nessa encarnaçao.
No segundo caso, eu deixei rola. E deixei rolar. E deixei de novo. Fiz a egípcia e fingi que nada estava acontecendo. "Legal,vamos curtir, uhuu!".
E o que aconteceu? Aconteceu de novo.

Eu tenho o dom incrivel de fazer "grandes amigos", sabe? Sim, porque quando, nas pouscas vezes em que eles me disseram porque cargas dágua simplesmente desencanaram, disseram que me têm como amiga.

YEAHHH! Era exatamente isso que eu tava procurando! Passava meus dias planejando, me importando, PENSANDO em você, porque eu adorava ser sua AMIGA!
Simmm, claro!

Só que nao.

Eu desperdicei meu tempo, minha energia, meus pensamentos e principalmente meus sonhos, pensando e alguem nao pensava e mim, ainda que estivesse comigo.
Alguem que "nao tinha espaço pra isso", no coraçao.

Sim, eles nunca me prometeram nada, assim como nunca prometi nada pra eles.
O mais engraçado era narrar o livro "O Lado Feio do Amor" enquanto essa historia acontecia. A Historia da Tate e do Miles estava acontecendo ali, na vida real. Em paralelo com as gravaçoes do Audio Livro.

Miles nao ia se apaixonar. Miles avisou Tate. Tate concordou, sempre tendo aquela pontinha de esperança. Miles e Tate se davam bem. Eram bons juntos. Tate inevitavelmente se apaixona por Miles, mas continua seguindo suas regras.
Miles machuca Tate porque é óbvio. Eles terminam.

A diferenca aí é que 2 semanas depois, Miles se dá conta da besteira, resolve se abrir e é claro que lembra da pessoa que era foda pra ele: Tate.
E aí eles vivem felizes para sempre.

Apesar da palavra "surreal" ter marcado uma outra dessas partes da minha vida, eu posso usar-la aqui pra descrever que era surreal narrar uma historia que estava acontecendo comigo. (Tirando a parte do felizes para sempre, pelo menos até entao...)

Resumo da ópera: Sei la. Mais um desabafo que leva de lugar nenhum à nenhum lugar. Devaneios de uma cabeça pós ressaca, pensando, pensando, pensando...

Deu vontade de voltar a escrever meu livro...  vou só terminar a segunda composiçao do dia, antes.
Jesus! Como eu fico produtiva quando to na bad! kkk

Pracy


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O Início...

Ela levantou cedo apertada para ir ao banheiro. Só com a camiseta dele e calcinha, desceu da cama com cuidado pra não acorda-lo, e saiu nas pontas dos pés, sabendo que nao podia fazer barulho nenhum. Como no dia anterior, o sentimento de sua adolescencia voltava com força, quando tinha que se esconder na casa dos namorados e vice versa. Só que agora ela passara dos 30. Ha muitos anos nao passava por uma situaçao assim.
Abriu a porta devagar, olhou pros lados pela fresta, viu que nao tinha ninguem e foi.
Ao sair do banheiro, ainda tentando fazer o minimo de barulho possivel, ela fecha porta e quando se vira em direçao ao quarto novamente, dá de cara com D. Luiza. A mãe de Flávio.
Era impossivel nao demonstrar o quão sem graça ela estava, ainda misturado ao susto de encontrar alguem pelo caminho.
- Oi! - Ela disse com um sorriso meio forçado e uma expressao de duvida, sem saber o que viria do lado de lá.
- Oi minha filha! Achei que era o Flávio. Que ele ja tinha acordado. Achei até estranho!
- É.. nao.. entao... - Mais uma vez tentando nao transparecer o constrangimento.
- Eu sou a Luiza, mae do Flávio - Ela disse ja se aproximando pra cumprimenta-la com um beijo. - Prazer!
- Ah eu imaginei. Eu sou a Priscila. O prazer é meu!
- Eu sei bem quem é você, milha filha. O Flávio, quando fala comigo, nao fala em outra coisa! Vem, vou preparar um café pra gente. Tambem levantei agora. O Flávio gosta do café bem forte. Você tambem?
Ela foi se afastando em direçao a cozinha, enquanto Priscila nao sabia muito bem se a seguia ou voltava pro quarto, naquela situaçao estranha em que estava. Não que conhecer a mae de um rolo seu fosse o fim do mundo pra ela, mas ela nao sabia como era pra ele. E isso era o que preocupava mais.
Ela deu uma olhada pra porta do quarto de Flavio fechada, e decidiu seguir Luiza até a cozinha. Sentou-se à mesa e respondeu:
- Eu nao gosto muito de café, na verdade. Desculpe.
- Ahh não? - Ela respondeu visivelmente desapontada - O que eu posso fazer pra você? Um suco de laranja?
Priscila, que tambem nao gostava muito de sucos, decidiu nao desapontar a moça mais uma vez e apenas aceitou.
Luiza começou a contar historias sobre o filho, o que entreteve Priscila por varios minutos, gerando algumas boas risadas, que inevitavelmente acordaram Flavio.
Flavio ao abrir os olhos na cama e nao ver Priscila, tomou um tempo pra entender o que estava acontecendo. Ouvia vozes ao fundo, e nao demorou muito pra entender que se tratava de Priscila e sua mae, conversando em algum lugar da casa.
Abriu a porta devagar. Estava vestindo uma samba cançao apenas, e quando ia saindo, achou melhor voltar e colocar uma camiseta. Procurou pelo chao onde estavam outras roupas jogadas e nao encontrou a que estava vestindo no dia anterior. Abriu rapido o guarda-roupas e pegou uma nova antes de sair.
Ao chegar na cozinha, parou na porta meio intrigado com o bate papo animado das duas, interropendo-as automaticamente com sua presença.
- Bom dia meu filho! Tava aqui contando pra Priscila que seu gosto por aventura nao vem de hoje. Lembra quando você subiu no telhado da casa do seu tio e queria pular na piscina? Eu quase morri do coraçao naquele dia! Se seu primo nao tivesse conseguido te pegar, você teria mesmo pulado! - E virando-se pra Priscila, ela completou - Ele tinha 8 anos, menina! Ve se pode?
Priscila riu da frase, assim como esteve fazendo todo o tempo em que elas conversavam. Mas dessa vez, com o copo na mao e bebendo o suco, olhou pra ele pra tentar prever a reaçao ou as consequencias daquele momento maluco com a mae do cara com quem ela tava saindo ha apenas algumas semanas.
- To vendo que ja se conheceram bem... Essa é a Priscila, mae. Minha namorada.
Priscila que estava bebendo o suco olhando para ele, parou de beber, ainda com o copo na boca. Sem dar muito tempo pra qualquer outra reaçao, Luiza respondeu:
- Eu sei meu filho. Que moça linda! Bem que você disse.
Priscila terminou o suco, levantou-se e foi indo para a porta onde estava Flavio.
- Tem certeza que nao quer um pao na chapa? Tem frios tambem! - Luiza perguntou.
- Nao dona Luiza, muito obrigada mesmo. Nao costumo comer de manhã! Mas o suco estava otimo.
- Ta bom. Mas se ficar com fome, pode abrir a geladeira, fica a vontade! E se nao achar nada que queira, me avisa que faço alguma coisa pra você.
- Ahhh que fofa. Obrigada! - Respondeu Priscila, pegando a mao de Luiza, num gesto de carinho.
- E ainda parece ser mesmo muito gente boa. Você tirou a sorte grande meu filho.
Priscila ainda sem saber muito o que fazer depois do que Flavio tinha dito, apenas retribuiu espontaneamente o elogio, respondendo:
- quem tirou a sorte grande fui eu. - E se aproximando de Luiza, de forma que Flavio nao conseguisse ouvir, cochichou:
- Seu filho é tudo que uma mulher pode querer. Você fez um bom trabalho. - E riu.
Luiza se sentindo orgulhosa, com um enorme sorriso abraçou Priscila, que em seguida foi saindo pela porta. 
Luiza fez sinal de positivo com as maos, assim que Priscila virou as costas, indicando o acerto para Flavio. Flavio apenas balançou a cabeça sorrindo com a situaçao inusitada, e seguiu Priscila, que tinha ido em direçao ao quarto.
Ao chegar ao quarto, Flavio viu priscila vestindo a calça que antes estava jogada no chao, desde o dia anterior.
Ele entrou e fechou a porta.
- Desculpa. Ela acorda cedo, eu tinha que ter te avisado. - Disse Flavio.
- Namorada? - Disse Priscila com uma expressao de surpresa, misturada com deboche.
Flavio ficou sem jeito e se aproximou.
- Ah... você conehceu minha mae né... Ta dormindo aqui em casa. É provisorio eu estar aqui, mas aconteceu. Achei melhor te apresentar assim.
Priscila respondeu com o mesmo sorriso de deboche ainda: Mas ninguem me perguntou se eu queria ser sua namorada...
Flavio puxou-a pelas maos, para que se levantasse da cama, onde estava sentada ja colocando as meias. Olhou em seus olhos e passando a mao pelo seu pescoço em direçao a sua nuca, respondeu: E você quer ser minha namorada?
Priscila ficou olhando uns segundo pros olhos dele, em silencio. Quando enfim respondeu:
Eu nao sei.
A expressao de surpresa no rosto dele foi instantanea. Estava esperando que ela finalizasse a frase, pra entender o que ela queria dizer.
Não é simples assim. Eu tenho que pesar as coisas, sabe. - Ela disse com sarcasmo - Nao é só porque você tem essa carinha linda. Nem porque eu adoro ouvir suas ideias e aprendo um monte de coisas novas com você. Nao é só porque eu amo quando você passeia pelo meu corpo, ou porque o seu beijo encaixa perfeitamente com o meu. - Nessa hora ela chegou mais perto e falou em seu ouvido - Nao é só porque você fala aquele monte de coisas que me deixam maluca, querendo agarrar você onde quer que a gente esteja. - Ela volta a olhar nos olhos dele nesse instante, e pega as maos dele e coloca em sua cintura, apertando-as em seu corpo - Nao é porque quando você coloca suas maos em mim, eu me sinto protegida do mundo. Porque eu fico com saudade cada minuto longe de você. 
Flavio puxou-a para bem perto, abraçando-a mais, e a essa altura, ja estava com um sorriso bobo no rosto, olhando nos olhos dela.
- Eu nao sei. Eu tenho que pesar. - Ela disse colocando as maos na nuca de Flavio, e olhando fundo em seus olhos - Nao sei se quero ser sua namorada, só porque quando você me perguntou a primeira vez se eu tinha sonhado com você, a vontade que me deu foi de responder que sim. 
Sim? Mas você disse que nao tinha sonhado - ele respodneu intrigado.
Ela deu um sorriso e continuou - eu sonhei com você a vida toda.
Ele depois de um sorriso, puxou-a pra perto de sua boca e deu um beijo como de costume, que sempre tirava o ar dela e a deixava com vontade de ser pra sempre dele.